Uma portaria da Polícia Federal publicada esta semana autoriza o uso de armas não letais por profissionais da segurança privada. Em Ponta Grossa, as empresas do setor se prepararam para realizar o treinamento dos vigilantes e seguranças e já agilizam a aquisição dos equipamentos não letais. Spray de pimenta, algemas, pistolas de choque e a pistola de dardo energizado que é capaz de paralisar uma pessoa a 10 metros de distância, eram usados até então apenas pelas polícias. Este material poderá ser adquirido apenas com autorização do Exército e será fiscalizado pela PF.
De acordo com Marcos Panucci, de uma empresa, os treinamentos para utilização desses equipamentos começam hoje. “Temos mais de 2,5 mil funcionários no Paraná e as empresas regulamentadas pela PF seguirão criteriosamente a portaria”, confirma o gerente geral do Grupo Alerta. Segundo ele, a portaria representa uma conquista para a classe. “Isso vem legalizar a atividade da segurança privada”, considera. Segundo ele, a utilização das armas não letais acarretará em aumento nos valores cobrados pela segurança privada. “São equipamentos caros e projetamos um aumento aproximado de 7% nos valores das mensalidades dos monitoramentos”, avalia.
Para o presidente do Sindicato dos Vigilantes, José Nilson Ribeiro, a portaria representa uma novidade e uma preocupação. “Precisamos ver na prática se isso vai funcionar, pois a fiscalização sobre os vigias e empresas clandestinas já é precária, pois a atribuição é da Polícia Federal que hoje não tem aparato humano para fiscalização”. Nilson confirma que em Ponta Grossa apenas três empresas são regulamentadas pela PF. Enquanto isso, nos últimos dois anos o Sindicato denunciou 20 empresas clandestinas que continuam atuando na cidade. “Elas mudam de endereço e isso dificulta as ações da polícia ainda mais, porém a preocupação é com a habilitação dos profissionais”, completa. Em Ponta Grossa hoje são cerca de 400 vigilantes, mais de mil na região dos Campos Gerais e 20 mil no Paraná. “A proporção da clandestinidade chega a ser o triplo do número de profissionais habilitados”, contabiliza.
sábado, 9 de janeiro de 2010
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